sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Grávida morta em tentativa de assalto será enterrada na Grande SP

11/01/2013 06h55 - Atualizado em 11/01/2013 08h56

Bebê deixou UTI neonatal do hospital do Campo Limpo.
Na quinta-feira, secretária de 25 anos teve morte cerebral.

Do G1 São Paulo
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O corpo da secretária Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, que foi baleada na cabeça em uma tentativa de assalto na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, deve ser enterrado na tarde desta sexta-feira (11) em um cemitério em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Ela, que estava grávida de 9 meses, foi atingida na cabeça na noite de terça-feira (8) após estacionar o carro próximo ao condomínio onde morava.
Daniela teve morte cerebral atestada às 15h08 por médicos do Hospital Municipal do Campo Limpo. A família da secretária decidiu doar seus órgãos. Nascida por cesariana de emergência, a menina Gabriela deixou a Unidade de Terapia Intensiva neonatal do centro médico na quinta. Ela recebeu alta da UTI e passa bem.

Câmeras de prédios próximos do local onde  Daniela foi baleada filmaram os suspeitos de ter praticado o crime. O vídeo e o retrato falado de um dos suspeitos foram divulgados nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil.
Retrato falado de suspeito de atirar em grávida (Foto: Divulgação/SSP)Retrato falado de suspeito de atirar em grávida
(Foto: Divulgação/SSP)
Uma testemunha do crime descreveu um dos suspeitos. Pela descrição, ele é um homem de cerca de 19 anos, pardo, com 1,75 metro, cabelo raspado e rosto fino. Quem tiver informações sobre o paradeiro dele pode ligar para o Disque-Denúncia, no número 181. O anonimato é garantido.
Segundo vizinhos de Daniela, nos últimos meses houve um aumento no número de assaltos na região. "Eles preferem as mulheres. Eles levam o carro ou a bolsa", declarou uma moradora, que não quis ter o nome divulgado. A Polícia Militar reforçou o policiamento para coibir a ação dos criminosos na região.

Protesto
Na tarde desta quinta, centenas de pessoas fizeram um protesto no bairro onde Daniela morava. Eles caminharam, fizeram um minuto de silêncio em frente ao seu prédio e rezaram.
“Todo mundo está muito abalado, muito triste, indignado com essa violência. A Dani não é a primeira que morre e não será a última que vai morrer por causa da violência”, afirmou o cunhado da vítima, Gilsemar Oliveira. “Quantos mais vão precisar morrer para os governos tomarem uma atitude?”
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Seguro-desemprego tem reajuste de 6,2% em 2013, decide Codefat

11/01/2013 09h30 - Atualizado em 11/01/2013 09h59

Neste ano, reajuste do benefício será pelo INPC de 2012, que subiu 6,2%.
Em 2012, reajuste foi maior, de 14,1% - valor da correção do salário mínimo.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
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Em 2013, o seguro-desemprego terá um reajuste menor do que o do ano anterior. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) decidiu mudar o cálculo da correção do benefício. Neste ano, o reajuste dos valores das três faixas salariais usadas no cálculo do benefício será feita com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em todo o ano de 2012. Nesta quinta-feira (10), o IBGE informou que o INPC fechou o ano em 6,2%.
Deste modo, o seguro-desemprego será mais baixo do que o pago em 2012, quando o cálculo do benefício considerou a correção do salário mínimo (que sobe de acordo com o PIB e com o INPC). No ano passado, as três faixas do seguro-desemprego subiram 14,1%. Se a mesma fórmula fosse mantido em 2013, as faixas do seguro-desemprego teriam de subir 9% neste ano, e não os 6,20% anunciados pelo governo federal.
A resolução 707, que confirma a decisão, foi publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (11). Foi mantida a regra de que o valor do benefício não pode ser inferior ao do salário mínimo, que é de R$ 678 neste ano.
A apuração do valor do benefício tem como base o salário mensal do último vínculo empregatício, na seguinte ordem: tendo o trabalhador recebido três ou mais salários mensais a contar desse último vínculo empregatício, a apuração considerará a média dos salários dos últimos três meses.
Caso o trabalhador, em vez dos três últimos salários daquele vínculo empregatício, tenha recebido apenas dois salários mensais, a apuração considerará a média dos salários dos dois últimos meses; ou caso o trabalhador, em vez dos três ou dois últimos salários daquele mesmo vínculo empregatício, tenha recebido apenas o último salário mensal, este será considerado, para fins de apuração. Caso o trabalhador não tenha trabalhado integralmente em qualquer um dos últimos três meses, o salário será calculado com base no mês de trabalho completo.
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